R$ 466,2 milhões na 30ª edição
A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, realizada em 7 de junho de 2026 na Avenida Paulista, gerou impacto econômico estimado em R$ 466,2 milhões na capital, segundo a Secretaria Municipal de Turismo. O evento seguiu reunindo milhões de pessoas e mantendo o título de maior Parada do Orgulho do mundo, movimentando hospedagem, gastronomia, comércio, transporte e serviços na cidade.
Queda de 15% - e o motivo não foi público
Apesar do recorde de tradição, o impacto econômico caiu 15% frente aos R$ 548,5 milhões injetados em 2025 - uma redução de R$ 82,3 milhões. A explicação apontada não foi queda de público, e sim perda de patrocinadores: menos marcas bancando estrutura, trios e ativações, refletindo um cenário de recuo no apoio corporativo a causas LGBTQIA+ e enfraquecimento de políticas de diversidade em empresas que antes patrocinavam o evento.
Contexto: uma parte relevante do público da Parada historicamente vem de outras cidades, estados e países - ampliando o tempo de permanência e o consumo na semana do evento, o que explica por que o impacto segue na casa das centenas de milhões mesmo com menos patrocínio direto.
O que isso ensina sobre depender de patrocínio
O caso da Parada é um lembrete direto para qualquer organizador que monta o orçamento do evento em cima de patrocínio corporativo: verba de marca é a primeira a ser cortada quando o cenário político ou econômico muda, mesmo em eventos consolidados há décadas. Diversificar fontes de receita - venda de ingresso, camarote, licenciamento de marca própria - reduz a dependência de um único tipo de patrocinador. Veja o guia de como conseguir patrocínio para eventos para estruturar cotas e propostas mais resilientes.
Receita que não depende só de patrocínio
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