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Turismo de negócios (MICE) fatura R$ 6 bilhões e Brasil sobe no ranking mundial

Enquanto os megashows chamam atenção, é o setor de reuniões, incentivos, conferências e feiras - o MICE - que consolida o Brasil como destino global de eventos.

Publicado em julho de 2026 · Leitura de ~4 minutos
Ilustração abstrata representando turismo de negócios e eventos corporativos

R$ 6,06 bilhões em cinco meses, o melhor resultado da história

O turismo corporativo faturou R$ 6,06 bilhões entre janeiro e maio de 2026 - alta de 10% sobre o mesmo período de 2025 e o melhor resultado da série histórica do setor. O dado inclui viagens a trabalho, mas o motor por trás dele é justamente o MICE: sigla para Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions, o segmento de reuniões, incentivos corporativos, conferências e feiras de negócio.

Brasil sobe do 23º ao 13º lugar no ranking mundial

Com apoio da Embratur, o país avançou de forma consistente no ranking internacional de eventos corporativos: entre 2023 e 2025, o Brasil subiu da 23ª para a 13ª posição mundial, diversificando destinos e recebendo mais eventos corporativos internacionais do que em qualquer outro período. O mercado global de turismo de eventos foi estimado em US$ 1,538 trilhão em 2025, com projeção de chegar a US$ 1,64 trilhão em 2026.

Contexto: o número de cidades brasileiras presentes no ranking da ICCA (International Congress and Convention Association) saltou de 26, em 2023, para 42 em 2025 - sinal de que o crescimento do MICE não está concentrado só no eixo Rio–São Paulo, mas se espalhando por capitais regionais.

Descentralização abre espaço para organizadores regionais

Esse movimento de descentralização é a parte mais relevante para quem organiza eventos fora dos grandes centros: capitais que antes não apareciam no radar de captação internacional agora disputam congressos, convenções e feiras de médio porte. Isso significa mais oportunidade para centros de convenções, produtoras e fornecedores regionais que conseguirem entregar a mesma qualidade de estrutura, credenciamento e check-in que o público corporativo já espera nos grandes eixos.

O que o crescimento do MICE exige de quem organiza

Evento corporativo tem exigência diferente de show ou festival: credenciamento por categoria de participante, nota fiscal e emissão de recibo por empresa, controle preciso de acesso por sessão ou palestra, e relatório de presença para o patrocinador. Veja o guia de eventos corporativos para o planejamento completo, do orçamento ao pós-evento.

Credenciamento à altura do evento corporativo

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