De R$ 469 milhões a R$ 2,2 bilhões por evento
O show de Madonna em Copacabana, em 2024, teve impacto estimado de R$ 469 milhões na economia carioca. Em 2025, Lady Gaga superou essa marca com R$ 592 milhões movimentados na mesma orla, e a estimativa da Prefeitura do Rio para um show de Shakira no local chega a R$ 800 milhões. Fora do Rio, o festival The Town, em Interlagos, reuniu 420 mil pessoas ao longo de cinco dias e 100 shows, com impacto de R$ 2,2 bilhões na economia, segundo cálculo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Gasto recorde de turista estrangeiro
O efeito aparece também nos números oficiais de turismo. Segundo o Ministério do Turismo, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil somaram R$ 16 bilhões só entre janeiro e março de 2026 - alta de 12% sobre o mesmo período de 2025. No ano fechado de 2025, o país registrou o maior valor da história em receita cambial turística: US$ 7,865 bilhões (cerca de R$ 41,7 bilhões), segundo a Embratur, com grandes eventos como um dos fatores citados para o novo recorde.
Contexto: o Brasil segue no calendário de megaeventos internacionais também em 2026, com a Copa do Mundo elevando ainda mais a demanda por hospedagem, transporte e, claro, ingresso - para os jogos e para os shows e festivais ao redor deles.
O que isso significa para quem organiza no Brasil
Megaeventos internacionais não competem só por atenção - eles elevam o padrão que o público espera de qualquer evento, do checkout à experiência no dia. Filas menores, ingresso digital e mais informação antes da porteira abrir deixaram de ser diferencial para virar expectativa básica, inclusive em eventos de médio porte. Veja como aplicar esse padrão na prática em Como organizar um festival de música.
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