R$ 3,958 bilhões e o 8º maior mercado do mundo
O mercado fonográfico brasileiro faturou R$ 3,958 bilhões em 2025, crescimento de 14,1% sobre o ano anterior - resultado puxado majoritariamente pelo streaming. Com esse desempenho, o Brasil subiu para a 8ª posição no ranking mundial de mercados musicais, segundo a IFPI (International Federation of the Phonographic Industry).
Funk ultrapassa o sertanejo no streaming
A configuração do consumo mudou de forma visível em 2026: o funk se tornou o gênero líder no Spotify Brasil, favorecido por forte engajamento nas redes sociais, clipes curtos virais e alta frequência de lançamentos. O sertanejo, tradicional líder das paradas, apareceu de forma mais modesta - com apenas duas faixas entre as mais tocadas do país. Especialistas apontam que isso não significa o fim do sertanejo, e sim uma reconfiguração em que a dinâmica das plataformas favorece música rápida, viral e fácil de compartilhar.
Contexto: o número de músicos brasileiros que faturam mais de R$ 1 milhão por ano só com o Spotify cresceu 24% em um ano, dobrando desde 2022. No total, artistas nacionais receberam quase R$ 2 bilhões em royalties só pela plataforma - alta de 24% sobre o ano anterior.
O que isso significa para quem organiza show
Streaming é o termômetro mais rápido de demanda ao vivo: produtores já vêm transformando shows e bailes de funk em operações de bilheteria de alto volume, com eventos movimentando receita relevante todo mês pelo país. Para quem organiza festival ou festa, acompanhar o que cresce no streaming - não só o que já é consagrado nas rádios - vira critério prático de line-up. Veja o guia de como organizar um festival de música para estruturar isso na prática.
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