Por que divulgação precisa de plano, não de sorte
A maioria dos eventos que "não vendeu" não teve um problema de produto - teve um problema de divulgação sem sequência. Postar aleatoriamente, sem calendário, sem meta por canal e sem olhar o que converte, gasta energia e não constrói urgência. Um plano de marketing de evento simples resolve isso definindo, para cada semana até a data, qual canal ativar e qual resultado esperar.
O objetivo não é aparecer em todo lugar. É estar nos poucos canais onde o seu público realmente decide comprar - e usar a virada de lote como o principal gatilho de urgência em todos eles.
Redes sociais: o que postar em cada uma
Cada rede social cumpre um papel diferente no funil de divulgação:
- Instagram Stories: o canal de maior frequência. Use contagem regressiva, caixinha de perguntas, enquetes sobre atrações e link direto para compra (com o sticker de link sempre visível).
- Instagram Feed/Reels: conteúdo de maior alcance - bastidores, line-up, vídeos de edições anteriores. É onde público novo descobre o evento.
- TikTok: ótimo para alcance orgânico e público mais jovem, mas geralmente converte menos direto. Use para atrair, não para fechar a venda.
- Grupos e comunidades (Facebook, Discord, Telegram): nichos específicos (universitário, música eletrônica, cultura local) onde a recomendação de terceiros pesa mais que o anúncio.
Dica: salve um "banco" de 8 a 10 formatos de post que funcionam (contagem regressiva, prova social, virada de lote, line-up, bastidor, depoimento) e reaproveite esse molde em cada evento. Isso corta o tempo de produção sem perder consistência.
WhatsApp e grupos: o canal que mais converte
No Brasil, o WhatsApp costuma converter melhor que qualquer rede social para eventos pequenos e médios - porque é uma indicação direta, não um post perdido no feed. Monte uma lista de transmissão ou grupo de "avisos" com quem já comprou em edições anteriores e use para:
- Anunciar abertura de vendas e virada de lote antes das redes sociais.
- Enviar lembretes de última hora (24h e 2h antes do evento).
- Responder dúvidas rápidas sobre local, horário e ingresso.
Essa lista só existe se você capturar contato na venda online - mais um motivo para não depender só de venda na porta. Veja o guia de como vender ingressos online para montar esse funil desde o primeiro lote.
Promoters e parcerias locais
Promoters são o canal que mais escala divulgação sem aumentar o orçamento de anúncio: cada promoter divulga para a própria rede de contatos e recebe comissão por venda confirmada. O que faz esse canal funcionar de verdade:
- Link ou cupom rastreável individual - sem isso, não dá para saber quem vendeu o quê.
- Comissão automática e extrato em tempo real - promoter que não confia no controle, para de vender.
- Parcerias com bares, academias e faculdades - trocar ingresso ou desconto por divulgação no público certo.
Esse é um canal grande o suficiente para merecer um guia próprio: veja gestão de promoters e excursões para estruturar comissão, links e embarque de excursões sem planilha.
Tráfego pago: quando e como usar
Tráfego pago amplifica o que já converte - ele não conserta uma página de evento fraca. A ordem certa é: primeiro validar que a página vende organicamente (mesmo que pouco), depois investir em anúncio para escalar o que já funciona.
- Teste criativos baratos primeiro: R$20–50/dia é suficiente para descobrir qual anúncio converte antes de aumentar o orçamento.
- Direcione para a página do evento, nunca para o perfil. Cada clique a mais entre o anúncio e o botão de comprar derruba conversão.
- Segmente por proximidade e interesse - geolocalização do local do evento é o filtro mais eficiente para eventos presenciais.
- Retargeting nos últimos dias - quem visitou a página e não comprou é o público mais barato de converter perto da data.
Cronograma de divulgação sugerido
| Período | Foco | Ação principal |
|---|---|---|
| 6–8 semanas antes | Anúncio do evento | Abrir 1º lote, ativar lista de e-mail/WhatsApp de clientes antigos |
| 4–6 semanas antes | Alcance | Conteúdo em redes sociais, recrutar promoters e parcerias |
| 2–4 semanas antes | Conversão | Tráfego pago, virada de lote como gatilho de urgência |
| Última semana | Urgência | Contagem regressiva, retargeting, lembretes por WhatsApp |
| 24–2h antes | Última chamada | Aviso final de local, horário e ingressos restantes |
Erros comuns de divulgação
- Começar a divulgar só quando as vendas travam - nessa hora já é tarde para reverter.
- Postar sem link direto de compra - cada etapa extra até o checkout derruba conversão.
- Ignorar quem já comprou antes - reativar base própria é o canal mais barato que existe.
- Não medir qual canal realmente vende - sem link rastreável por canal, a divulgação vira achismo.
Perguntas frequentes
Quanto tempo antes devo começar a divulgar um evento?
Para eventos de médio porte, abra vendas e comece a divulgação de 4 a 8 semanas antes. Eventos grandes podem precisar de 2 a 3 meses. O primeiro lote promocional é o principal gatilho para começar cedo.
Qual rede social vende mais ingresso?
Instagram e WhatsApp costumam liderar a conversão direta no Brasil. TikTok gera alcance e descoberta, mas normalmente exige mais etapas até a compra.
Vale a pena investir em tráfego pago para evento pequeno?
Sim, mas só depois que a página de vendas já converte organicamente. Anúncio pago amplifica o que já funciona, não conserta uma página fraca.
Como usar promoters na divulgação de eventos?
Dê a cada promoter um link ou cupom rastreável com comissão automática por venda, transformando a rede de contatos dele em canal de vendas mensurável.
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